Prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, morre aos 77 anos após batalha contra câncer

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), faleceu na manhã desta quarta-feira (26), aos 77 anos, após um longo período de internação e complicações de saúde. Noman estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mater Dei, na capital mineira, desde o dia 3 de janeiro deste ano. A causa do falecimento foi um agravamento do quadro clínico relacionado a um Linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que atinge o sistema linfático.

Na noite anterior, terça-feira (25), o prefeito sofreu uma parada cardiorrespiratória e, em seguida, desenvolveu insuficiência renal aguda. O médico responsável pelo tratamento de Fuad Noman, Enaldo Melo de Lima, explicou que o quadro do paciente se deteriorou devido ao enfraquecimento do sistema imunológico provocado pela quimioterapia, que, embora tenha mostrado resultados positivos nos exames, deixou o corpo vulnerável a complicações. Noman também tinha comorbidades, como arritmia cardíaca, e, nos últimos meses, apresentou danos neurológicos graves, com dificuldades para falar, engolir e até se mover.

Segundo o médico, o câncer é uma doença sistêmica e, mesmo com a remissão dos sintomas, as consequências do tratamento quimioterápico e das complicações no sistema nervoso acabaram resultando em um quadro irreversível. “Ele teve infiltração neural periférica, o que afetou os nervos e, mesmo com uma resposta positiva ao tratamento, causou danos irreparáveis”, detalhou o médico.

O prefeito foi reanimado após a parada cardiorrespiratória, mas seu estado continuou a piorar, resultando em choque cardiogênico – uma condição onde o coração não consegue bombear sangue de maneira eficiente. Para tentar estabilizá-lo, os médicos usaram doses elevadas de medicamentos vasoativos e inotrópicos, que ajudam a controlar a pressão arterial e a força de contração do coração. Durante a fase final de sua internação, Fuad não estava mais lúcido e, segundo o médico, chegou a perder completamente a capacidade de reagir, inclusive não conseguindo abrir os olhos.

Fuad Noman foi diagnosticado com Linfoma não Hodgkin em julho do ano passado. Após passar por cirurgia e tratamentos quimioterápicos, ele chegou a anunciar em outubro que havia sido liberado para continuar o acompanhamento médico, após concluir a última sessão de quimioterapia. Porém, o caminho para sua recuperação foi marcado por uma série de complicações. Em novembro, ele foi hospitalizado devido a dores nas pernas, causadas pelo tratamento. Em dezembro, enfrentou uma nova internação, dessa vez devido a um quadro de pneumonia e sinusite. Antes do Natal, o prefeito passou por outro período de internação, dessa vez por diarreia e desidratação, que culminaram em um sangramento intestinal.

No início deste ano, o quadro de saúde de Fuad se agravou, com insuficiência respiratória aguda que exigiu ventilação mecânica. O prefeito permaneceu em estado grave desde então, até a sua morte nesta quarta-feira.

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