
As buscas pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas desde o dia 4 de janeiro na zona rural de Bacabal, no Maranhão, entraram em uma nova etapa nesta quarta-feira (15). Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão passaram a atuar de forma intensiva em um lago localizado próximo à comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças foram vistas pela última vez.
Quatro mergulhadores especializados foram mobilizados para realizar varreduras subaquáticas detalhadas no lago, apontado como um dos possíveis pontos por onde os menores podem ter passado enquanto estavam perdidos na região de mata. A previsão é de que os trabalhos no local se estendam por pelo menos três dias, conforme as condições da água e a complexidade da área.
Segundo os bombeiros, a operação no lago ocorre após uma análise prévia do terreno e de relatos colhidos durante as investigações. Antes da entrada dos mergulhadores, equipes realizaram buscas superficiais tanto na mata quanto nas margens do reservatório.
Força-tarefa segue mobilizada
Além das buscas subaquáticas, as operações continuam em trilhas, áreas de mata fechada e outros pontos considerados estratégicos no entorno da comunidade. A força-tarefa reúne bombeiros, policiais, guarda municipal, militares do Exército, equipes ambientais e voluntários da própria região, que auxiliam na identificação de caminhos e áreas de difícil acesso.
Equipes especializadas de outros estados também reforçam a operação, incluindo bombeiros e cães farejadores, ampliando o alcance das buscas em locais onde a vegetação é mais densa.
Uso de tecnologia e estratégia
Para otimizar o trabalho, a área de busca foi dividida em quadrantes, permitindo uma varredura organizada e sistemática. As equipes utilizam recursos de geolocalização para mapear os pontos já vistoriados, evitando sobreposição de esforços e garantindo maior controle das áreas cobertas.
Caso segue sem desfecho
As crianças desapareceram enquanto brincavam na região. Um terceiro menino que estava com elas no dia do ocorrido foi encontrado com vida dias depois, a vários quilômetros do local inicial, o que ajudou a direcionar parte das buscas. Até o momento, no entanto, nenhum vestígio concreto foi localizado que indique o paradeiro de Ágatha e Allan.
As buscas seguem em ritmo intenso, enquanto familiares e moradores mantêm a expectativa por informações que possam levar à localização das crianças.
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