
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira (26) a segunda sessão de radioterapia no couro cabeludo, como parte do tratamento complementar após a retirada de um câncer de pele. O procedimento aconteceu no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
De acordo com a equipe médica, Lula está passando por um protocolo preventivo depois da remoção de um carcinoma basocelular identificado na região da cabeça. O tratamento prevê 15 sessões de radioterapia superficial. A primeira aplicação foi realizada na segunda-feira (25).
Considerado o tipo mais comum de câncer de pele, o carcinoma basocelular costuma apresentar crescimento lento e raramente provoca metástase. Apesar disso, médicos alertam que, sem tratamento, a doença pode atingir tecidos próximos e causar lesões persistentes, sangramentos e deformações na pele.
Segundo o hospital, cada sessão dura cerca de dez minutos e não gera efeitos colaterais importantes, permitindo que o presidente mantenha normalmente a agenda de compromissos oficiais durante o período de tratamento.
Após deixar o hospital, por volta das 7h08, Lula seguiu para a Base Aérea de Brasília e embarcou para Manaus, onde cumprirá compromissos no Amazonas.
A cirurgia para retirada da lesão foi realizada em abril, em São Paulo. Desde então, o presidente vem sendo acompanhado pela equipe médica para monitoramento e prevenção de possíveis novos quadros.
Na ocasião da cirurgia, os médicos informaram que a lesão estava localizada e sem sinais de disseminação. A dermatologista Cristina Abdala afirmou que o carcinoma vinha sendo monitorado há algum tempo e destacou que o prognóstico era positivo.
O cardiologista Roberto Kalil Filho também explicou que a retirada do tumor foi necessária porque esse tipo de lesão tende a evoluir gradualmente quando não tratado, podendo provocar sangramentos e dificultar a cicatrização.
Antes do diagnóstico do câncer, Lula já havia passado, em fevereiro, por um procedimento dermatológico simples para tratar uma queratose, alteração causada pelo espessamento da camada superficial da pele. A intervenção ocorreu em uma clínica de São Paulo e durou pouco mais de um minuto.
Especialistas apontam que a queratose está frequentemente associada à exposição solar acumulada ao longo da vida, afetando o processo de produção da queratina, proteína responsável pela proteção da pele.



