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  • Operação Recidiva mira fraude milionária no INSS e cumpre prisões no MA e PI

    Um esquema de fraudes contra o INSS, com prejuízo estimado em R$ 4,6 milhões, é alvo da Operação Recidiva, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (8), nos estados do Maranhão e do Piauí. A ação integra a Força-Tarefa Previdenciária e representa mais um avanço nas investigações sobre irregularidades na concessão de benefícios.

    Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária nas cidades de São Luís, Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, além de Parnaíba, no Piauí. A operação mobilizou 32 policiais federais e segue em andamento.

    As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.

    As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava um mecanismo estruturado para inserir vínculos empregatícios falsos em sistemas oficiais, permitindo a liberação indevida de benefícios previdenciários. Para isso, era utilizado o sistema SEFIP/Conectividade Social, ferramenta responsável pelo envio de informações à Previdência, como a Guia de Recolhimento do FGTS (GFIP).

    Nesta fase da operação, o foco está em intermediários que captavam interessados no esquema, além de advogados que, segundo a apuração, teriam atuado para facilitar a concessão dos benefícios.

    De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, vinculada ao Ministério da Previdência Social, cerca de 50 benefícios foram identificados dentro do esquema, gerando um prejuízo aproximado de R$ 4,6 milhões. A expectativa é que a suspensão desses pagamentos represente economia equivalente para os cofres públicos ao longo do tempo.

    A Operação Recidiva é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, realizada em julho de 2025, que já havia apontado a participação de contadores nas fraudes. Agora, a investigação avança sobre outros integrantes da organização criminosa.

    Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema e lavagem de dinheiro.

    Além dos mandados cumpridos, a Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o bloqueio de valores e o arresto de bens.

  • Braide escolhe Elaine Carneiro, empresária de Imperatriz, como vice

    O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, definiu o nome que irá compor sua chapa nas eleições estaduais. A escolhida para o posto de vice é a empresária Elaine Carneiro, natural de Imperatriz, no sul do Maranhão.

    A indicação reforça uma estratégia política clara: ampliar a presença da candidatura no interior do estado e dialogar diretamente com o setor empresarial. Elaine surge como um nome que agrega esse perfil, conectando a campanha a uma base econômica relevante e a uma região estratégica fora da capital.

    Nos bastidores, a escolha também é vista como um movimento para fortalecer o palanque de Braide na disputa pelo Governo do Maranhão, equilibrando a composição da chapa tanto do ponto de vista geográfico quanto político.

    Com isso, Braide sinaliza que pretende expandir sua influência além de São Luís, buscando consolidar alianças e ampliar sua competitividade no cenário estadual.

  • Polícia Civil deflagra operação contra golpe da “sextorsão” e cumpre mandados em São Luís

    A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), uma operação para combater o crime de extorsão qualificada. A ação foi conduzida pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em residências ligadas a suspeitos do crime de extorsão, na modalidade conhecida como “sextorsão”. Trata-se de uma prática criminosa em que os autores coagem a vítima ao pagamento de valores elevados mediante ameaças de divulgação de imagens íntimas a familiares, amigos e colegas de trabalho. As ações ocorreram em imóveis localizados no bairro Vila Luizão, em São Luís, e na Vila J. Lima, em São José de Ribamar.

    De acordo com as investigações, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 20 mil para não divulgarem imagens íntimas da vítima. Após a recusa, o material foi disseminado em redes sociais e grupos de mensagens, sendo enviado a familiares, colegas de trabalho e outros contatos pessoais, causando prejuízos à honra, à dignidade e à vida privada da vítima.

    Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que a principal suspeita possui antecedentes pelo crime de roubo. No cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais que podem estar relacionados à prática criminosa. Os itens passarão por análise pericial para subsidiar o andamento das investigações.

    A Polícia Civil segue empenhada no combate aos crimes cibernéticos e na proteção de vítimas de violações digitais, orientando a população a procurar as autoridades em casos semelhantes.

  • PROCON/MA pede indenização de R$ 1,2 bilhão em ação judicial contra distribuidoras

    O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) entrou com um aditamento em uma Ação Civil Pública que tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, pedindo a condenação de distribuidoras de combustíveis ao pagamento de mais de R$ 1,2 bilhão por danos morais coletivos causados aos consumidores.

    A ação foi movida contra um grupo de distribuidoras de combustíveis acusadas de aumentar os preços de forma abusiva e sem justificativa. Segundo o órgão, no início do processo o valor pedido de indenização era de R$ 2 milhões, mas com o andamento da ação e a apresentação de documentos pelas empresas, foi possível verificar o grande porte econômico das distribuidoras e a dimensão nacional dos prejuízos.

    De acordo com o Procon/MA, a prática abusiva não teria atingido apenas o Maranhão, mas consumidores de todo o Brasil, por isso foi solicitado que a decisão da Justiça tenha validade em todo o território nacional. O órgão também citou decisões do Supremo Tribunal Federal que tratam da validade nacional de decisões em ações coletivas quando os danos ultrapassam os limites de um estado.

    Outro ponto apresentado no processo é a capacidade econômica das empresas. Documentos anexados mostram que as distribuidoras possuem capital social bilionário, o que, segundo o órgão, justifica o aumento do valor da indenização para que a punição tenha caráter educativo e também punitivo, evitando que novas práticas abusivas aconteçam no mercado.

    Com base nessas informações, o Procon/MA pediu que a condenação por dano moral coletivo seja fixada em R$ 1.210.470.326,33, valor que poderá ser utilizado para ações de reparação de danos aos consumidores por meio do Fundo Estadual de Defesa dos Direitos do Consumidor. O órgão também reforçou os demais pedidos já feitos na petição inicial, como a determinação da redução dos valores cobrados na cadeia de distribuição que impactaram diretamente os consumidores.

    O presidente em exercício do Procon/MA, Ricardo Cruz, destacou a importância da ação para a defesa dos consumidores. “Estamos diante de empresas de grande porte econômico e de uma prática que causou prejuízos a consumidores em todo o país. Essa ação busca garantir a responsabilização das empresas e assegurar que os direitos dos consumidores sejam respeitados. O valor pedido tem caráter punitivo e pedagógico, para que práticas abusivas como essas não voltem a acontecer”, afirmou.

  • Homem é preso em Imperatriz com carro de locadora não devolvido desde 2021

    Um homem foi preso em Imperatriz após ser flagrado com um carro de locadora que não era devolvido desde 2021. O veículo havia sido alugado no estado do Pará e circulava há mais de quatro anos sem retorno à empresa.

    A prisão ocorreu durante uma abordagem policial, quando os agentes identificaram irregularidades na documentação do automóvel. Após consulta, foi constatado que o carro possuía registro de apropriação indébita.

    Segundo as informações apuradas, o homem alegou que teria adquirido o veículo por meio de uma negociação informal, acreditando estar comprando o carro de forma regular. No entanto, a versão não foi suficiente para afastar a irregularidade, já que o automóvel ainda estava vinculado à locadora.

    Diante da situação, ele foi conduzido para a delegacia, onde deve responder pelo caso. O veículo foi apreendido e será devolvido à empresa proprietária.

    O caso chama atenção pelo tempo em que o carro permaneceu fora do controle da locadora, ultrapassando quatro anos desde a locação inicial.