Crise no transporte expõe desorganização da prefeitura e instabilidade na SMTT

Paradas lotadas, terminais vazios, trabalhadores caminhando quilômetros para tentar chegar ao trabalho. São Luís amanheceu mais uma vez sem ônibus circulando, um roteiro que já se tornou familiar para quem depende do transporte público na capital maranhense.

A paralisação interrompe a rotina da cidade e reforça a sensação de abandono vivida diariamente pela população.

Diante do colapso, uma reunião foi marcada para às 15h no Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão, reunindo rodoviários, empresários e representantes do poder público. Enquanto as negociações acontecem nos bastidores, nas ruas o sentimento predominante é o de incerteza e cansaço.

A greve expõe um problema que vai muito além da reivindicação trabalhista. Ela escancara a fragilidade de um serviço essencial. O prefeito Braide demonstra dificuldade em antecipar conflitos, articular soluções e assumir o protagonismo que a crise exige.

Esse cenário é agravado pela constante troca de comandos na Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). A sucessão de secretários, sem continuidade de gestão ou estratégia clara, transforma a pasta em um espaço instável, incapaz de conduzir negociações duradouras ou implementar mudanças estruturais no sistema.

Enquanto a prefeitura segue apagando incêndios, a população permanece refém de um sistema frágil e instável.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *