Cinco vereadores do município de Turilândia, no Maranhão, tiveram as prisões convertidas para o regime domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica após se entregarem à polícia na quinta-feira (25). Eles são investigados no âmbito da Operação Tântalo II, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão.
Os vereadores que tiveram a medida alterada são:
Gilmar Carlos (União Brasil)
Savio Araújo (PRD)
Mizael Soares (União)
Inailce Nogueira (União)
Ribinha Sampaio (União)
A Operação Tântalo II apura um esquema de desvio de recursos públicos estimado em mais de R$ 56 milhões, envolvendo suspeitas de fraudes em licitações, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, o grupo teria atuado por meio de empresas consideradas de fachada, responsáveis por emissão de notas fiscais sem a efetiva prestação de serviços para justificar o desvio de verbas.
Além dos vereadores, a operação também resultou na prisão do prefeito Paulo Curió, da vice-prefeita Tânia Mendes e de outras autoridades municipais. As prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e outras medidas seguem em andamento enquanto o caso permanece sob análise da Justiça.
A Assembleia Legislativa do Maranhão recebeu do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) o Selo Ouro de Transparência. Segundo o relatório de informação do órgão, o Parlamento estadual obteve a pontuação de 100% dos critérios essenciais e 94.43% da avaliação geral.
A Assembleia levou notas máximas em dimensões como informações institucionais; convênios e transparências; recursos humanos; planejamento e prestação de contas, entre outros.
A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), avalia a certificação como um ato positivo da Casa, pois chancela um trabalho sério e transparente.
“A gente sempre vem trabalhando para aproximar o Poder Legislativo, os deputados, da origem das demandas, que é o povo do Maranhão. Tornar as informações mais acessíveis para a população, para todos que queiram acompanhar como está o funcionamento da Assembleia, a parte financeira, de prestação de contas, os processos legislativos e demais áreas, é mais um grande passo que demos. E receber o Selo Ouro de Transparência do TCE é uma demonstração de que estamos no caminho certo”, afirmou a presidente.
Certificação
A certificação é resultado de um trabalho focado na responsabilidade administrativa da Casa, presidida pela deputada Iracema Vale (PSB), bem como do envolvimento direto de todos os diretores e da equipe operacional da Alema.
Segundo o TCE/MA, a avaliação consistiu na verificação do cumprimento do Portal da Transparência da Alema, realizada no período de 11 a 19 de dezembro de 2025, por meio de formulário específico, atendendo à padronização nacional.
A verificação teve como objetivo avaliar o nível de transparência do órgão, fiscalizado no âmbito do Estado do Maranhão, em conformidade com o Programa Nacional da Transparência Pública.
Segundo o documento, “o Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão obteve, como resultado da verificação do portal, o índice de atendimento de 100% dos critérios essenciais e de 94,43% da avaliação geral, resultando em índice de transparência Ouro”
O prefeito Eduardo Braide anunciou, nesta sexta-feira (26), a decisão de abrir processo de caducidade contra a empresa de transporte coletivo 1001, responsável por linhas que atendem diversos bairros de São Luís. A medida ocorre após a paralisação do serviço na véspera de Natal, que deixou usuários sem ônibus e funcionários sem pagamento de salários e 13º.
Segundo o prefeito, diante dos descumprimentos contratuais, foi determinada a abertura imediata do processo de quebra de contrato, além do início dos procedimentos para contratação de uma nova empresa que assumirá as operações nas áreas atendidas atualmente pela 1001.
A paralisação da empresa afetou bairros como Cohatrac e Cidade Operária, entre outras regiões da capital, prejudicando a mobilidade da população em um dos períodos de maior movimento do ano. Além disso, trabalhadores do sistema relataram atraso no pagamento de salários e do 13º, situação que também foi considerada pelo município na decisão.
Com a caducidade iniciada, a Prefeitura de São Luís deve oficializar os próximos passos nos próximos dias, enquanto organiza a substituição da empresa para restabelecer a normalidade do serviço de transporte público nos bairros atingidos.
AGÊNCIA BRASIL — A nova ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os municípios de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão, foi inaugurada nesta segunda-feira (22), com a liberação do trânsito pouco depois das 12h30. A inauguração da estrutura ocorre um ano após a tragédia do desabamento, que deixou 18 vítimas, com 14 mortos, uma pessoa ferida e três ainda desaparecidas.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, e dos governadores do Maranhão, Carlos Brandão, e do Tocantins, Wanderlei Barbosa.
A nova ponte tem 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão livre de 154 metros.São duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção, além de passagem para pedestres.
Para a construção, o governo federal investiu cerca de R$ 172 milhões.
Testes
No último fim de semana foram realizadas cerca de 20 horas de testes estruturais para garantir a segurança do tráfego. Foram utilizados oito caminhões do tipo betoneira carregados, pesando em média 30 toneladas cada.
Os veículos passaram pela ponte em sequência com velocidades diferentes. Sensores foram utilizados para medir a trepidação e a resposta da estrutura.
Colapso
Construída na década de 1960, a antiga ponte chegou a passar por reparos em 2021, mas continuava apresentando problemas, até colapsar em dezembro do ano passado. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) abriu uma sindicância para apurar as causas e responsabilidades pelo desabamento, mas a investigação ainda não foi concluída.
A polícia Federal também investiga o caso. Um laudo apresentado em julho passado aponta, entre outras causas para o colapso, a sobrecarga da ponte, a deformação do concreto, perda da capacidade de resistência e acúmulo de veículos sobre o local, além de manutenção e reformas mal executadas.
O documento destaca que foi decisão do Dnit manter “um tráfego superior ao projetado para a ponte, ao longo das últimas décadas de sua existência”. O inquérito segue em andamento.
Em nota, o DNIT informou que colabora ativamente com todos os órgãos investigativos que estão atuando na ocorrência e que foi aberta na Corregedoria uma Investigação Preliminar Sumária para apurar as causas do colapso da ponte JK, que irão determinar os prejuízos decorrentes e quantificação de danos.
O Departamento destacou ainda que contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo para produzir um relatório externo que apontará às causas do colapso da ponte.
A Justiça Eleitoral decidiu nesta sexta-feira (19) que o prefeito de Caxias, Gentil Neto, permanece no cargo enquanto o processo que anulou os votos da chapa eleita em 2024 segue em tramitação. Embora o despacho mencione possibilidade de recurso e eventual realização de eleição suplementar, o entendimento é de que não há afastamento imediato do gestor municipal.
Na decisão, o juízo eleitoral determina que Gentil Neto e o vice-prefeito Eugênio Coutinho continuem exercendo suas funções até o trânsito em julgado do processo, quando todas as etapas judiciais forem concluídas. O texto também pontua que eventuais efeitos de inelegibilidade somente poderão ser aplicados após decisão definitiva, o que mantém, por ora, a administração municipal sem alterações.