O debate da TV Mirante, realizado na noite desta terça-feira (29), movimentou a reta final da disputa pelo Governo do Maranhão. O encontro reuniu seis candidatos e teve como um dos principais focos os resultados das administrações municipais e estadual.
Eduardo Braide foi questionado em diferentes momentos sobre áreas como assistência social, saúde, transporte e mobilidade urbana, temas relacionados à sua gestão como prefeito de São Luís.
Orleans Brandão também protagonizou confrontos diretos e apresentou propostas voltadas principalmente para saúde, educação, geração de empregos e políticas sociais. Durante o debate, defendeu a regionalização dos serviços de saúde e a ampliação das oportunidades de emprego e renda no estado.
O confronto aconteceu a poucos dias do primeiro turno, marcado para domingo (4), e encerrou uma das últimas oportunidades de os candidatos apresentarem propostas e responderem diretamente aos adversários antes da votação.
A TV Mirante promove, nesta terça-feira (29), um debate com candidatos ao Governo do Maranhão. O encontro será realizado nos estúdios da emissora, em São Luís, a partir das 22h15, com mediação do jornalista Hélter Duarte, da TV Globo e transmissão pela TV Mirante, Globoplay e g1 Maranhão
Confirmaram participação os candidatos André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU).
Dimas Cassimiro (PCO) e Reginaldo Lima (PCB) não participarão.
O debate terá quatro blocos, com perguntas entre os candidatos, temas determinados e considerações finais. A ordem dos questionamentos foi definida por sorteio entre as campanhas.
A transmissão será feita pela TV Mirante, Globoplay e g1 Maranhão. Cada candidato terá dois minutos para as considerações finais.
Os pedidos de direito de resposta serão avaliados pela produção e pelo mediador, conforme as regras previamente estabelecidas com as campanhas.
Orleans Brandão (MDB) declarou novamente apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento realizado neste fim de semana, em Timon, no interior do Maranhão. A agenda foi organizada pelo prefeito do município, Rafael Brito (PSB).
Durante o discurso, Orleans afirmou que decidiu não adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
“Muitos me perguntavam: ‘Orleans, não é melhor ficar em cima do muro? Não é melhor ficar neutro?’. Quem é neutro é sabão, eu sou é Lula”, afirmou.
Na ocasião, o emedebista também disse que políticos precisam assumir posição e reafirmou seu alinhamento com o governador Carlos Brandão (MDB) e com o presidente Lula.
A declaração ocorreu dois dias depois de Eduardo Braide (PSD) ser questionado sobre a eleição presidencial. Na sexta-feira (18), durante entrevista ao telejornal do almoço do Sistema Mirante, o ex-prefeito de São Luís não declarou apoio a nenhum dos candidatos à Presidência.
As duas declarações registram posições distintas dos dois políticos maranhenses em relação à eleição presidencial.
A deputada estadual Iracema Vale foi recebida com uma carreata pelas ruas de Poção de Pedras, em uma demonstração de apoio ao seu projeto político.
O momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais da parlamentar, que agradeceu a recepção da população. “Uma carreata cheia de energia, carinho e muita gente nas ruas mostrando que acredita no nosso projeto”, escreveu.
Iracema também reforçou o compromisso de seguir trabalhando pelo Maranhão e agradeceu as manifestações de apoio recebidas durante a passagem pelo município.
As credenciais de uma servidora do Ministério Público Federal no Maranhão foram utilizadas em pelo menos cinco ocasiões para acessar documentos sigilosos relacionados às investigações sobre a tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A informação consta em relatório elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o documento, os acessos teriam sido realizados por integrantes ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, que buscavam informações restritas dentro dos sistemas do Ministério Público Federal.
A servidora envolvida é Alina Franco Boueres de Araújo, integrante do MPF no Maranhão desde 2006. Segundo o próprio órgão, ela foi vítima de um golpe de phishing, utilizado para obter indevidamente senhas e credenciais de acesso.
O Ministério Público Federal informou que foi comunicado pela Polícia Federal sobre o episódio em 2025. Após tomar conhecimento do caso, o órgão instaurou uma investigação interna, que identificou o uso indevido das credenciais da servidora.
Como medida de segurança, os acessos não autorizados foram bloqueados e procedimentos foram adotados para evitar novas ocorrências.
Acessos identificados pela Polícia Federal
O relatório da PF aponta que a primeira consulta identificada ocorreu em 2023. O acesso teria sido realizado por Luiz Phillipi Mourão, apontado pelos investigadores como chefe operacional do grupo ligado a Vorcaro e identificado pelo codinome “Sicário”.
Na ocasião, a consulta buscava informações relacionadas a notícias-crimes apresentadas pelo jornalista Vladimir Timmerman, que havia publicado informações envolvendo o banqueiro.
As credenciais da servidora também teriam sido utilizadas em março, junho e julho de 2024.
Em uma das conversas analisadas pelos investigadores, Mourão chegou a encaminhar a Daniel Vorcaro seis documentos de uma só vez. Segundo a PF, os arquivos eram classificados como sigilosos.
À época dos acessos identificados, Alina Boueres estava lotada no gabinete do procurador da República Marcílio Nunes Medeiros.
Investigação não aponta participação da servidora
Apesar de identificar o uso das credenciais, a Polícia Federal faz uma ressalva importante no relatório: o fato de os logins terem sido utilizados de maneira indevida não significa, por si só, que os titulares das contas tenham participado voluntariamente do esquema.
O documento destaca que as credenciais de servidores foram exploradas de forma reiterada para acessar informações sob sigilo. A PF considera a possibilidade de que as extrações tenham ocorrido com ou sem conhecimento dos titulares dos acessos.
A eventual participação consciente dos servidores, portanto, permanece sob investigação.
Documentos do caso Master
As informações passaram a ser públicas depois que o ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de documentos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master.
A decisão ocorreu em meio ao avanço das apurações e após solicitação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin.
O relatório da Polícia Federal também detalha outras articulações atribuídas ao grupo de Daniel Vorcaro e aponta que integrantes ligados ao banqueiro tinham acesso a informações relacionadas a investigações antes da deflagração da Operação Compliance Zero.