Quem passou pela Praia de São Marcos na manhã desta quarta-feira (9) se deparou com uma cena pouco comum: um jacaré “banhando” em uma das lagoas formadas durante a maré baixa.
O aparecimento do animal rapidamente chamou a atenção de quem estava no local e o Corpo de Bombeiros foi acionado.
A equipe chegou ao local rapidamente e realizou o resgate. Depois da ação, ele foi encaminhado para avaliação, antes de ser devolvido ao seu habitat natural.
Apesar de rara, a aparição de animais silvestres em áreas urbanas pode acontecer, principalmente em regiões próximas a rios e manguezais. A orientação é não se aproximar e acionar os órgãos responsáveis sempre que situações como essa ocorrerem.
A Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos Profissionais da Saúde promoveu, nesta terça-feira (7), uma audiência pública para discutir melhorias e garantias de direitos aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) no Maranhão. A reunião, realizada na Assembleia Legislativa, foi conduzida pelo presidente da Frente, deputado Antônio Pereira (MDB).
O encontro contou com a participação dos deputados Arnaldo Melo (PP) e Wellington do Curso (sem partido), além de representantes da Federação Maranhense dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (FEMACS).
O foco do debate foi a proposta de alteração da Lei 12.694/2025, vinculada ao Programa Cuidar de Todos, do Giaveno do Estado. O objetivo é instituir um escalonamento anual do percentual de complementação remuneratória para os profissionais, visando garantir ganhos reais conforme o cumprimento de metas de indicadores de saúde nos municípios.
“Os agentes de saúde atuam na linha de frente nos municípios. Nosso objetivo é melhorar a estrutura e garantir equipamentos adequados para que esses profissionais desempenhem seu papel fundamental junto à população”, afirmou o deputado Arnaldo Melo.
Agentes de saúde participam da audiência pública para discutir melhorias e garantias de direitos para a categoria
Papel social
O deputado Wellington do Curso reforçou o papel social da categoria. “Conhecemos a realidade desses profissionais da saúde. Eles acolhem as pessoas mais vulneráveis e precisam de um olhar atento do poder público”, pontuou.
Para embasar a discussão, a Frente Parlamentar solicitou um estudo à Consultoria Legislativa da Alema. A Nota Técnica produzida analisou a necessidade da criação de um anteprojeto de lei, uma vez que a solicitação dos agentes gera impacto na situação orçamentária e financeira do Estado, devendo estar em plena conformidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A presidente da Federação Maranhense dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (FEMACS), Shirlene de Maria Sousa, destacou a importância da revisão legal. “Nossa proposta visa à discussão de melhorias e garantia de direitos. Com a nova revisão da lei do Programa Cuidar de Todos, 53 municípios já foram contemplados com premiação e complementação, e precisamos que a categoria tenha ganhos reais e seja mais valorizada”, explicou.
Escalonamento
A nova proposta sugere que o Governo do Estado encaminhe à Casa um projeto de lei para instituir o escalonamento gradual do incentivo, podendo atingir até 60% do piso nacional. A medida mantém a lógica de pagamento em parcela única condicionada a metas, mas amplia a valorização dos profissionais na ponta da atenção básica.
O projeto também prevê o rateio dos valores advindos do Ministério da Saúde para ACS e ACE em partes iguais, proporcional aos meses de trabalho, desde que os profissionais estejam em plena atividade e devidamente registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).
Ao avaliar o encontro, o deputado Antônio Pereira ressaltou o encaminhamento de um expediente oficial ao governador Carlos Brandão com o anteprojeto sugerido.
“Concluímos esta audiência com um avanço concreto. Elaboramos um anteprojeto, com a participação da presidente Iracema Vale, que equilibra a responsabilidade fiscal com a justa valorização desses profissionais que são o pilar do SUS em nossas comunidades. Vamos levar essa demanda ao governador Carlos Brandão para que possamos transformar esse incentivo em realidade, garantindo segurança jurídica e financeira para os agentes que cuidam dos maranhenses”, finalizou o parlamentar.
Um esquema de fraudes contra o INSS, com prejuízo estimado em R$ 4,6 milhões, é alvo da Operação Recidiva, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (8), nos estados do Maranhão e do Piauí. A ação integra a Força-Tarefa Previdenciária e representa mais um avanço nas investigações sobre irregularidades na concessão de benefícios.
Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária nas cidades de São Luís, Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão, além de Parnaíba, no Piauí. A operação mobilizou 32 policiais federais e segue em andamento.
As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava um mecanismo estruturado para inserir vínculos empregatícios falsos em sistemas oficiais, permitindo a liberação indevida de benefícios previdenciários. Para isso, era utilizado o sistema SEFIP/Conectividade Social, ferramenta responsável pelo envio de informações à Previdência, como a Guia de Recolhimento do FGTS (GFIP).
Nesta fase da operação, o foco está em intermediários que captavam interessados no esquema, além de advogados que, segundo a apuração, teriam atuado para facilitar a concessão dos benefícios.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, vinculada ao Ministério da Previdência Social, cerca de 50 benefícios foram identificados dentro do esquema, gerando um prejuízo aproximado de R$ 4,6 milhões. A expectativa é que a suspensão desses pagamentos represente economia equivalente para os cofres públicos ao longo do tempo.
A Operação Recidiva é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, realizada em julho de 2025, que já havia apontado a participação de contadores nas fraudes. Agora, a investigação avança sobre outros integrantes da organização criminosa.
Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema e lavagem de dinheiro.
Além dos mandados cumpridos, a Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o bloqueio de valores e o arresto de bens.
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, definiu o nome que irá compor sua chapa nas eleições estaduais. A escolhida para o posto de vice é a empresária Elaine Carneiro, natural de Imperatriz, no sul do Maranhão.
A indicação reforça uma estratégia política clara: ampliar a presença da candidatura no interior do estado e dialogar diretamente com o setor empresarial. Elaine surge como um nome que agrega esse perfil, conectando a campanha a uma base econômica relevante e a uma região estratégica fora da capital.
Nos bastidores, a escolha também é vista como um movimento para fortalecer o palanque de Braide na disputa pelo Governo do Maranhão, equilibrando a composição da chapa tanto do ponto de vista geográfico quanto político.
Com isso, Braide sinaliza que pretende expandir sua influência além de São Luís, buscando consolidar alianças e ampliar sua competitividade no cenário estadual.
A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), uma operação para combater o crime de extorsão qualificada. A ação foi conduzida pelo Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT), vinculado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em residências ligadas a suspeitos do crime de extorsão, na modalidade conhecida como “sextorsão”. Trata-se de uma prática criminosa em que os autores coagem a vítima ao pagamento de valores elevados mediante ameaças de divulgação de imagens íntimas a familiares, amigos e colegas de trabalho.As ações ocorreram em imóveis localizados no bairro Vila Luizão, em São Luís, e na Vila J. Lima, em São José de Ribamar.
De acordo com as investigações, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 20 mil para não divulgarem imagens íntimas da vítima. Após a recusa, o material foi disseminado em redes sociais e grupos de mensagens, sendo enviado a familiares, colegas de trabalho e outros contatos pessoais, causando prejuízos à honra, à dignidade e à vida privada da vítima.
Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que a principal suspeita possui antecedentes pelo crime de roubo. No cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais que podem estar relacionados à prática criminosa. Os itens passarão por análise pericial para subsidiar o andamento das investigações.
A Polícia Civil segue empenhada no combate aos crimes cibernéticos e na proteção de vítimas de violações digitais, orientando a população a procurar as autoridades em casos semelhantes.