Autor: ivsonlima59@gmail.com

  • Orleans Brandão destaca avanço de obra que ligará Axixá a Presidente Juscelino no Maranhão

    O ex-secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão e pré-candidato ao governo, Orleans Brandão, divulgou nas redes sociais o avanço das obras da estrada que ligará os municípios de Axixá e Presidente Juscelino, na região do Munim. Em publicação feita nesta semana, Orleans afirmou que a nova via deve “encurtar distâncias e levar mais desenvolvimento para a região”.

    No vídeo publicado, Orleans aparece acompanhado dos prefeitos Pedro Paulo (Presidente Juscelino) e da prefeita Roberta (Axixá) mostrando máquinas já atuando na obra. Segundo ele, o projeto é resultado de diálogo e parceria entre o governador Carlos Brandão e os municípios maranhenses.

    “Máquinas na pista e mais um sonho que sai do papel”, escreveu na legenda da publicação.

    A estrada é aguardada por moradores da região por facilitar o deslocamento entre os municípios e melhorar o acesso para atividades econômicas e serviços essenciais. A expectativa é que a nova ligação contribua para impulsionar o comércio, a mobilidade e o desenvolvimento regional.

    Orleans Brandão deixou recentemente o cargo de secretário de Assuntos Municipalistas e tem intensificado agendas e visitas pelo interior do Maranhão.

  • Audiência Pública debate estratégias para fortalecer a segurança pública em Caxias e região

    A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) promoveu, na tarde desta quinta-feira (14), uma audiência pública na Câmara Municipal de Caxias. O objetivo do encontro foi mobilizar a região leste maranhense para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao combate à criminalidade e à promoção da paz social. Durante a reunião, que contou com a presença da cúpula da segurança estadual, foram apresentadas demandas da sociedade civil e propostas para aprimorar a eficiência do setor.

    A audiência foi uma proposição da deputada estadual Daniella e conduzida pelo presidente da Comissão, deputado Ricardo Arruda. A iniciativa buscou aproximar o Poder Legislativo das necessidades da população, fomentando o diálogo institucional entre as polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Judiciário e gestores municipais.

    O deputado Ricardo Arruda frisou a importância da descentralização do debate sobre a segurança pública. “Caxias novamente dá um grande exemplo ao Maranhão ao ouvir a população e trazer soluções. A Assembleia pode sair de seus muros para discutir soluções concretas para melhor segurança pública da região”, destacou o parlamentar.

    Autora da proposição, a deputada Daniella enfatizou que a união entre os poderes é o caminho para a resolutividade das demandas regionais. “Boa política se constrói em conjunto e com proposição. Quando isso acontece de mãos dadas, tem muita chance de dar certo. Estamos aqui por causas, propósito e responsabilidade pública, com total disposição para trabalhar juntos pelo interesse coletivo”, afirmou.

    Na audiência, foram discutidas a necessidade de aumento do efetivo policial, a valorização do serviço de inteligência e o investimento em infraestrutura 

    Debates

    Na audiência, foram discutidas situações como a necessidade de aumento do efetivo policial, a valorização do serviço de inteligência e o investimento em infraestrutura e viaturas. Professores, advogados e lideranças comunitárias tiveram a oportunidade de expor os principais gargalos da região. Entre as sugestões apresentadas pela comunidade, a funcionária pública Maria Tereza Mendes destacou a urgência de novas estruturas para atender as demandas locais.

    A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, ressaltou que o planejamento técnico e a integração das forças são pilares da gestão estadual. “Não se faz segurança pública de forma isolada. Tudo o que foi dito aqui foi ouvido com cuidado para proteger as pessoas, garantindo dignidade e condições de trabalho aos nossos policiais”, pontuou.

    O prefeito de Caxias, Gentil Neto, destacou que o diálogo com a classe política e órgãos públicos tem gerado resultados práticos. “Tivemos uma redução de 13% nos homicídios entre 2024 e 2025 devido a sugestões colhidas em encontros como este e à parceria contínua com o Governo do Estado”, afirmou o gestor.

    A audiência pública contou com a participação de populares para discutirem temas relacionados à segurança pública em Caxias

    Encaminhamentos

    Durante os trabalhos, parlamentares apresentaram proposições concretas para a melhoria do sistema de segurança na região. Entre os principais encaminhamentos e propostas discutidas estão a estruturação do novo Batalhão de Polícia Militar em Caxiase; proposta para a implementação do Observatório Municipal de Segurança Pública; sugestão para a instalação de uma base do Centro de Tática Aérea (CTA) no município; reforço do efetivo policial e realização de operações integradas na regional; e a defesa de maiores investimentos financeiros e uso intensivo de inteligência policial.

    O deputado Catulé Júnior defendeu que os instrumentos de trabalho das polícias sejam modernizados. “Precisamos representar os anseios da sociedade e ajudar a mudar este quadro com o uso das forças integradas”, destacou. Já o deputado Carlos Lula defendeu o aporte de mais recursos para o setor, enquanto o deputado Adelmo Soares ressaltou a importância de planejar e executar ações que unam os poderes públicos em favor da comunidade.

    Representantes da sociedade civil e lideranças locais puderam se manifestar na audiência e apresentar contribuições para a melhoria da segurança no município 

    Sociedade

    Representando a voz da sociedade civil e lideranças locais, a funcionária pública Maria Tereza Mendes reforçou a importância da criação do novo batalhão para atender as demandas imediatas da cidade. O advogado Adriano Medeiros também pontuou a necessidade de valorização do serviço de inteligência e o aumento de efetivo por meio de concurso público. Já o vereador de São João do Sóter, Itamar Alves, solicitou reforço nas operações regionais para o combate à criminalidade. 

    Além das autoridades citadas, participaram da reunião os deputados federais Paulo Marinho Jr. e Amanda Gentil; o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto; o delegado-geral, Augusto Barros; o comandante de segurança do interior, coronel Márcio Silva; a prefeita de São João do Sóter, Josa Silva; além de vereadores e representantes da sociedade civil

  • Grávida agredida por patroa relata perda de 50% da audição após violência em Paço do Lumiar

    Samara Regina afirmou ter perdido parte da audição após as agressões sofridas dentro da casa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo a jovem, exames iniciais apontaram perda auditiva de cerca de 50% nos dois ouvidos.

    Nas redes sociais, Samara contou que começou a perceber dores intensas, zumbidos e dificuldade para ouvir nos dias seguintes às agressões. A jovem relatou que decidiu procurar atendimento médico após notar que já não conseguia escutar normalmente nem a própria voz.

    “Eu estava ouvindo muito baixo, mas não imaginava que pudesse ser algo tão sério. Comecei a sentir muita dor e um barulho muito alto. Fiz a consulta e, pelo exame inicial, aparentemente perdi 50% da audição dos dois lados. Ainda não é algo conclusivo, mas vamos esperar o resultado final”, afirmou.

    As agressões teriam ocorrido após Carolina suspeitar do desaparecimento de um anel avaliado em R$ 5 mil. Segundo Samara, mesmo depois de o objeto ter sido encontrado dentro de um cesto de roupas na própria residência, as agressões continuaram.

    Em depoimento, a jovem afirmou que sofreu puxões de cabelo, tapas, socos e murros. Grávida, ela disse que tentou proteger a barriga durante toda a violência.

    “Fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros sem parar. Eu só tentava proteger minha barriga”, declarou à TV Mirante.

    Samara também relatou que trabalhava quase 10 horas por dia, com apenas 30 minutos de intervalo. Segundo ela, recebeu R$ 750 por pouco mais de duas semanas de trabalho, período em que acumulava tarefas domésticas e cuidados com uma criança da casa. O pagamento, de acordo com a vítima, era feito em transferências fracionadas em nome de terceiros.

    A Justiça do Maranhão decretou a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela e do policial militar Michael Bruno Lopes Santos no dia 7 de maio. Carolina foi presa horas depois em um posto de combustíveis em Teresina, no Piauí.

    Segundo a polícia, ela alegou ter viajado para deixar o filho com familiares, mas foi localizada abastecendo o veículo acompanhada do marido e da criança, o que levantou suspeitas de tentativa de fuga.

    Transferida para São Luís em um helicóptero da Polícia Civil, Carolina prestou depoimento na Delegacia do Araçagy. Na ocasião, negou inicialmente ser a autora dos áudios divulgados nas redes sociais e afirmou estar grávida de três meses. A Polícia Civil solicitou exames e perícia para verificar as informações.

    No entanto, o Instituto de Criminalística confirmou posteriormente que a voz presente nos áudios era da empresária. O material foi incorporado ao inquérito policial que investiga o caso.

    Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela, que segue à disposição da Justiça em uma unidade prisional feminina de São Luís. Já o policial militar Michael Bruno Lopes Santos permanece custodiado na Corregedoria da PM do Maranhão.

    O processo segue em segredo de Justiça.

  • Pai de Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da Operação Compliance Zero

    A Polícia Federal avançou nas investigações da Operação Compliance Zero e prendeu, nesta quinta-feira, 14, Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais investigados em um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master.

    A prisão ocorreu em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, durante uma nova fase da operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, os agentes cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

    Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava uma estrutura clandestina para monitorar adversários, acessar informações sigilosas e intimidar pessoas consideradas ameaças aos interesses do grupo econômico investigado. A PF afirma que o esquema era dividido em dois núcleos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”.

    De acordo com os investigadores, Henrique Vorcaro teria papel relevante dentro da estrutura, atuando como operador financeiro e responsável por articular demandas junto ao grupo. A Polícia Federal aponta ainda que ele teria autorizado pagamentos de aproximadamente R$ 400 mil destinados às atividades ilegais do esquema.

    As apurações indicam que o grupo realizava invasões de sistemas, monitoramento clandestino, ataques cibernéticos e acesso ilegal a bancos de dados de segurança pública. O Ministério Público Federal também teria sido alvo de ações do grupo entre os anos de 2024 e 2025.

    Entre os presos estão policiais federais da ativa e aposentados. Um dos alvos da operação é Anderson Wander da Silva Lima, policial federal lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. O policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior também foi preso.

    A operação resultou ainda no afastamento da delegada da Polícia Federal Valéria Vieira Pereira da Silva, que foi proibida de acessar dependências da corporação e manter contato com agentes ativos ou aposentados da PF.

    Conforme a investigação, o grupo chamado “A Turma” era responsável por ações de vigilância clandestina, coleta ilegal de informações e intimidação. Já “Os Meninos” atuavam na parte tecnológica, promovendo invasões telemáticas, monitoramento telefônico ilegal e derrubada de perfis digitais.

    Mensagens interceptadas pelos investigadores apontariam uma divisão organizada de funções, além de pagamentos mensais realizados entre integrantes da estrutura.

    Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

    Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a decisão judicial teria sido tomada sem que os advogados fossem previamente ouvidos e declarou que irá contestar a medida na Justiça.

  • TCE inicia nova etapa da fiscalização sobre execução de Emendas PIX

    O Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio da Secretaria de Fiscalização (Sefis), publicou Ordem de Serviço que determina a adoção de providências fiscalizatórias relacionadas à execução de emendas parlamentares especiais (Emendas PIX) pelos municípios maranhenses. A fiscalização deverá ser planejada e executada, no prazo de dez dias, pela Liderança de Fiscalização III, unidade responsável pela avaliação dos Portais da Transparência, e dá continuidade ao acompanhamento que já vem sendo realizado pela Corte de Contas maranhense na recepção e execução dessas emendas.

    Os procedimentos de fiscalização que serão realizados pelo TCE maranhense estão vinculados aos efeitos da ADPF 854, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que os Tribunais de Contas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios adotassem as providências necessárias à fiscalização e promoção da conformidade da execução das emendas parlamentares estaduais, distritais e municipais ao modelo federal de transparência e rastreabilidade.

    Os termos da ADPF 854 reafirmam também que a execução das transferências especiais, conhecidas como emendas PIX, está condicionada ao atendimento dos requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade, com exigência de planejamento prévio, controle e incidência dos controles interno e externo previstos na Constituição Federal, aspectos que constituem o foco da fiscalização a ser realizada.

    Caso sejam constatados indícios de irregularidade, especialmente quanto à ausência de transparência, rastreabilidade ou identificação da origem e destinação dos recursos, a unidade técnica deverá ingressar com representação no TCE, com pedido de medida cautelar solicitando as seguintes providências: suspensão imediata dos pagamentos relacionados às despesas executadas com recursos das referidas transferências especiais e suspensão da emissão de novos atos de empenho vinculados aos recursos executados em desconformidade com as determinações do STF.

    Para dar maior consistência e materialidade às representações, a Ordem de Serviço estabeleceu que as mesmas devem ser instruídas com relatório técnico detalhado, contendo a descrição das irregularidades identificadas, os elementos de prova colhidos e a demonstração do risco à transparência e à adequada aplicação dos recursos públicos.

    Como parte das providências necessárias à sistematização das atividades, a unidade técnica responsável pela avaliação dos Portais da Transparência, em conjunto com a Secretaria de Tecnologia e Inovação (Setin), deve estabelecer parâmetros técnicos e critérios automatizados de verificação a serem incorporados ao robô “Kazumbá”, com a finalidade de auxiliar os procedimentos de fiscalização relacionadas às transferências especiais.

    Esses parâmetros devem contemplar, entre outros, os seguintes aspectos: a verificação da existência de aba, seção ou painel específico destinado à divulgação de informações sobre emendas parlamentares; a identificação da origem dos recursos, do parlamentar autor da emenda, dos valores recebidos e da destinação das despesas executadas e a verificação da atualização, integridade e rastreabilidade das informações disponibilizadas nos Portais da Transparência municipais.

    O secretário de fiscalização do TCE, Fábio Alex de Melo, destacou a importância da fiscalização e afirmou que o TCE vai cumprir todas as determinações estabelecidas pelo STF relativas ao controle do recebimento e da aplicação das Emendas PIX. “A fiscalização que vamos realizar se harmoniza com a decisão do STF em relação à ADPF 854, que ressaltou a importância dos Tribunais de Contas no acompanhamento da recepção e da aplicação das emendas parlamentares impositivas. Todos os municípios maranhenses deve obedecer às normas estabelecidas em relação a esses recursos e o TCE vai adotar as medidas cabíveis para que essas regras sejam cumpridas integralmente”, afirma