BLOG DO IVSON LIMA

O que acontece no Maranhão, do jeito que você entende.

  • TCE inicia nova etapa da fiscalização sobre execução de Emendas PIX

    O Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio da Secretaria de Fiscalização (Sefis), publicou Ordem de Serviço que determina a adoção de providências fiscalizatórias relacionadas à execução de emendas parlamentares especiais (Emendas PIX) pelos municípios maranhenses. A fiscalização deverá ser planejada e executada, no prazo de dez dias, pela Liderança de Fiscalização III, unidade responsável pela avaliação dos Portais da Transparência, e dá continuidade ao acompanhamento que já vem sendo realizado pela Corte de Contas maranhense na recepção e execução dessas emendas.

    Os procedimentos de fiscalização que serão realizados pelo TCE maranhense estão vinculados aos efeitos da ADPF 854, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que os Tribunais de Contas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios adotassem as providências necessárias à fiscalização e promoção da conformidade da execução das emendas parlamentares estaduais, distritais e municipais ao modelo federal de transparência e rastreabilidade.

    Os termos da ADPF 854 reafirmam também que a execução das transferências especiais, conhecidas como emendas PIX, está condicionada ao atendimento dos requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade, com exigência de planejamento prévio, controle e incidência dos controles interno e externo previstos na Constituição Federal, aspectos que constituem o foco da fiscalização a ser realizada.

    Caso sejam constatados indícios de irregularidade, especialmente quanto à ausência de transparência, rastreabilidade ou identificação da origem e destinação dos recursos, a unidade técnica deverá ingressar com representação no TCE, com pedido de medida cautelar solicitando as seguintes providências: suspensão imediata dos pagamentos relacionados às despesas executadas com recursos das referidas transferências especiais e suspensão da emissão de novos atos de empenho vinculados aos recursos executados em desconformidade com as determinações do STF.

    Para dar maior consistência e materialidade às representações, a Ordem de Serviço estabeleceu que as mesmas devem ser instruídas com relatório técnico detalhado, contendo a descrição das irregularidades identificadas, os elementos de prova colhidos e a demonstração do risco à transparência e à adequada aplicação dos recursos públicos.

    Como parte das providências necessárias à sistematização das atividades, a unidade técnica responsável pela avaliação dos Portais da Transparência, em conjunto com a Secretaria de Tecnologia e Inovação (Setin), deve estabelecer parâmetros técnicos e critérios automatizados de verificação a serem incorporados ao robô “Kazumbá”, com a finalidade de auxiliar os procedimentos de fiscalização relacionadas às transferências especiais.

    Esses parâmetros devem contemplar, entre outros, os seguintes aspectos: a verificação da existência de aba, seção ou painel específico destinado à divulgação de informações sobre emendas parlamentares; a identificação da origem dos recursos, do parlamentar autor da emenda, dos valores recebidos e da destinação das despesas executadas e a verificação da atualização, integridade e rastreabilidade das informações disponibilizadas nos Portais da Transparência municipais.

    O secretário de fiscalização do TCE, Fábio Alex de Melo, destacou a importância da fiscalização e afirmou que o TCE vai cumprir todas as determinações estabelecidas pelo STF relativas ao controle do recebimento e da aplicação das Emendas PIX. “A fiscalização que vamos realizar se harmoniza com a decisão do STF em relação à ADPF 854, que ressaltou a importância dos Tribunais de Contas no acompanhamento da recepção e da aplicação das emendas parlamentares impositivas. Todos os municípios maranhenses deve obedecer às normas estabelecidas em relação a esses recursos e o TCE vai adotar as medidas cabíveis para que essas regras sejam cumpridas integralmente”, afirma

  • Estudante de medicina debochar de estágio em UBS de Paço do Lumiar nas redes sociais; prefeito cancela convênio

    A publicação de um estudante de medicina durante um estágio em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, provocou indignação nas redes sociais e levou a Prefeitura a adotar medidas contra o convênio de estágio mantido com a Universidade Ceuma.

    O vídeo, que rapidamente viralizou, mostra o estudante chegando à unidade de saúde enquanto faz comentários considerados ofensivos sobre a cidade e o local onde realizaria o atendimento. Em um dos trechos da postagem, ele aparece filmando o próprio tênis e escreveu: “Meu tênis branquinho da ON vendo que não está mais em uma prateleira em Zurique e sim indo atender paciente no c# do Maranhão”. O conteúdo ainda utilizava um áudio meme com a frase: “Acaba, pelo amor de Deus, acaba pelo amor de Deus”.

    A repercussão gerou críticas de moradores, profissionais da saúde e internautas, que classificaram a publicação como desrespeitosa com a população atendida pela rede pública.

    Após o caso ganhar grande alcance, o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), anunciou que solicitou oficialmente à Universidade Ceuma o encerramento do convênio de estágio com o município. Segundo ele, o episódio também foi encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público para apuração.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Fred Campos criticou a postura do estudante e afirmou que a atitude demonstra falta de preparo humano para atuar na profissão.

    “A gente, claramente, no vídeo, percebe o nível baixo de médico que a gente vai formar. Porque uma pessoa que não tem o mínimo de trato social, ela não pode querer cuidar da vida das pessoas”, declarou o prefeito.

    A Universidade Ceuma divulgou nota afirmando que não compactua com comportamentos incompatíveis com os princípios éticos exigidos dos acadêmicos da instituição. A universidade informou que a conduta será apurada individualmente e que medidas previstas no regimento interno poderão ser adotadas.

    A instituição também pediu desculpas à população de Paço do Lumiar e ressaltou que atitudes isoladas não representam os valores da universidade nem o comportamento da maioria dos estudantes que atuam nos campos de estágio.

    Outro ponto destacado pela universidade foi a preocupação com possíveis prejuízos coletivos causados aos demais alunos envolvidos nas atividades acadêmicas da rede pública de saúde.

    Após a repercussão, a mãe do estudante também se manifestou nas redes sociais. Segundo ela, a postagem fazia referência às dificuldades de acesso enfrentadas na estrada utilizada para chegar à UBS e não tinha como objetivo atacar diretamente a população ou os profissionais da unidade.

  • Dois irmãos eram o alvo de ataque à churrascaria, diz a Polícia Civil

    Cinco pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros registrado na noite desta segunda-feira (11) em uma churrascaria na Avenida Daniel de La Touche, na região da Cohama, em São Luís. A Polícia Civil trata o caso como uma tentativa de homicídio contra dois irmãos que estavam no local no momento da ação.

    De acordo com informações da investigação, os alvos seriam Carlos Vinícius Pereira Costa e Iago Pereira Costa. Testemunhas relataram que quatro homens chegaram ao estabelecimento em um Hyundai HB20 vermelho. Três deles desceram armados, invadiram o restaurante e começaram a atirar em direção aos irmãos.

    O ataque provocou correria e pânico entre clientes e funcionários. Ainda segundo a polícia, houve troca de tiros dentro da churrascaria após reação dos alvos, aumentando a tensão no local.

    Além dos dois irmãos, também foram baleados Ivanira Soares Pereira, mãe deles, e os funcionários Yasmin Gonçalves Ferreira e Antônio Carlos da Silva Costa, que trabalhavam no estabelecimento no momento do confronto.

    As vítimas foram socorridas para diferentes unidades de saúde da capital. Carlos Vinícius e Iago Pereira foram encaminhados ao Hospital São Domingos. Ivanira foi levada para a UDI Hospital, enquanto os dois funcionários deram entrada no Socorrão I. Até agora, não há informações oficiais sobre o estado de saúde deles.

    As primeiras linhas de investigação apontam que os irmãos teriam ligação com uma facção criminosa. A polícia também apura a suspeita de que integrantes de um grupo rival tenham descoberto a localização deles após uma publicação feita pela mãe nas redes sociais.

    A Polícia Civil segue realizando diligências para identificar e localizar os envolvidos no ataque.

  • Caema anuncia parada programada no Sistema Italuís e abastecimento será suspenso em São Luís nesta terça

    A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) realizará, nesta terça-feira (12), uma parada programada no Sistema Italuís para execução de serviços de manutenção e modernização da estrutura operacional. A interrupção temporária no abastecimento de água afetará bairros atendidos pelo sistema ao longo do dia.

    De acordo com a companhia, os trabalhos começam às 6h e devem seguir até as 18h, totalizando cerca de 12 horas de intervenção. Durante esse período, o fornecimento de água será suspenso temporariamente nas áreas abastecidas pelo Sistema Italuís.

    Entre os serviços previstos estão manutenções corretivas e preventivas em subestações, substituição de componentes elétricos de média tensão, revisão de equipamentos eletromecânicos e a instalação de dois novos soft starters, dispositivos utilizados para reduzir impactos elétricos durante o acionamento dos conjuntos motobomba.

    Segundo a Caema, as melhorias têm como objetivo aumentar a eficiência operacional do sistema, reforçar a segurança das equipes técnicas e garantir maior estabilidade no abastecimento de água.

    A companhia também orientou a população a fazer uso consciente da água durante o período de manutenção.

  • Empresária presa por agressão contra doméstica grávida diz que anel que motivou o caso é avaliado em R$ 5 mil

    O caso envolvendo a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos ganhou novos desdobramentos após o depoimento prestado por ela à Polícia Civil do Maranhão. Presa sob suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos, Carolina afirmou que o anel apontado como motivo das agressões teria valor estimado em R$ 5 mil. O interrogatório aconteceu na quinta-feira (7), na Delegacia do Araçagy, e durou pouco mais de uma hora.

    Durante o depoimento, a empresária questionou a autenticidade dos áudios divulgados nas redes sociais, nos quais uma mulher relata as agressões cometidas contra a funcionária. Segundo a Polícia Civil, Carolina pediu que o material seja periciado antes de qualquer conclusão definitiva. Já a defesa informou que ela admite ter participado das agressões.

    A suspeita também declarou estar grávida de três meses e relatou problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária. Apesar disso, a polícia informou que a gravidez ainda não foi oficialmente confirmada. Carolina chegou a ser levada ao Instituto Médico Legal para exames, mas os resultados ainda não haviam sido divulgados até a última atualização do caso.

    A audiência de custódia da empresária está marcada para esta sexta-feira (8). A defesa pretende solicitar prisão domiciliar, alegando questões de saúde, a gravidez e a necessidade de cuidar do filho de seis anos.

    As investigações apontam que Carolina Sthela poderá responder por tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. Segundo a Polícia Civil, os agravantes da tentativa de homicídio incluem motivo torpe, crueldade e impossibilidade de defesa da vítima.

    O delegado-geral Augusto Barros afirmou que novas provas ainda estão sendo analisadas e que o inquérito segue em andamento. De acordo com ele, alguns elementos da investigação ainda dependem de confirmação técnica.

    A prisão de Carolina aconteceu em Teresina, no Piauí. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, ela foi localizada em um posto de combustíveis enquanto supostamente tentava deixar o estado. A defesa contesta essa versão e afirma que a empresária estava hospedada com familiares por não ter com quem deixar o filho no Maranhão.

    Outro investigado no caso é o policial militar Michael Bruno Lopes Santos. Em depoimento à Corregedoria da PM, ele negou participação nas agressões. Já à Polícia Civil, apresentou outra versão e admitiu ter estado na residência e participado das agressões, embora tenha atribuído a maior parte dos atos à empresária.

    Segundo a vítima, Michael Bruno teria participado diretamente das agressões e da tortura sofridas dentro da residência onde ela trabalhava. O policial afirmou conhecer Carolina Sthela há seis anos e relatou que foi até a casa para entregar um documento solicitado pelo marido da empresária.

    A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação interna para apurar a conduta do PM. Paralelamente, quatro policiais militares que atenderam inicialmente a ocorrência também passaram a ser investigados administrativamente. Até agora, nenhum deles foi afastado das funções.

    O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária. Em um dos trechos, a mulher afirma que a vítima “não era para ter saído viva” e relata que não foi levada à delegacia porque um dos policiais presentes a conhecia.

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