Empresária presa por agressão contra doméstica grávida diz que anel que motivou o caso é avaliado em R$ 5 mil

O caso envolvendo a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos ganhou novos desdobramentos após o depoimento prestado por ela à Polícia Civil do Maranhão. Presa sob suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos, Carolina afirmou que o anel apontado como motivo das agressões teria valor estimado em R$ 5 mil. O interrogatório aconteceu na quinta-feira (7), na Delegacia do Araçagy, e durou pouco mais de uma hora.

Durante o depoimento, a empresária questionou a autenticidade dos áudios divulgados nas redes sociais, nos quais uma mulher relata as agressões cometidas contra a funcionária. Segundo a Polícia Civil, Carolina pediu que o material seja periciado antes de qualquer conclusão definitiva. Já a defesa informou que ela admite ter participado das agressões.

A suspeita também declarou estar grávida de três meses e relatou problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária. Apesar disso, a polícia informou que a gravidez ainda não foi oficialmente confirmada. Carolina chegou a ser levada ao Instituto Médico Legal para exames, mas os resultados ainda não haviam sido divulgados até a última atualização do caso.

A audiência de custódia da empresária está marcada para esta sexta-feira (8). A defesa pretende solicitar prisão domiciliar, alegando questões de saúde, a gravidez e a necessidade de cuidar do filho de seis anos.

As investigações apontam que Carolina Sthela poderá responder por tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. Segundo a Polícia Civil, os agravantes da tentativa de homicídio incluem motivo torpe, crueldade e impossibilidade de defesa da vítima.

O delegado-geral Augusto Barros afirmou que novas provas ainda estão sendo analisadas e que o inquérito segue em andamento. De acordo com ele, alguns elementos da investigação ainda dependem de confirmação técnica.

A prisão de Carolina aconteceu em Teresina, no Piauí. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, ela foi localizada em um posto de combustíveis enquanto supostamente tentava deixar o estado. A defesa contesta essa versão e afirma que a empresária estava hospedada com familiares por não ter com quem deixar o filho no Maranhão.

Outro investigado no caso é o policial militar Michael Bruno Lopes Santos. Em depoimento à Corregedoria da PM, ele negou participação nas agressões. Já à Polícia Civil, apresentou outra versão e admitiu ter estado na residência e participado das agressões, embora tenha atribuído a maior parte dos atos à empresária.

Segundo a vítima, Michael Bruno teria participado diretamente das agressões e da tortura sofridas dentro da residência onde ela trabalhava. O policial afirmou conhecer Carolina Sthela há seis anos e relatou que foi até a casa para entregar um documento solicitado pelo marido da empresária.

A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação interna para apurar a conduta do PM. Paralelamente, quatro policiais militares que atenderam inicialmente a ocorrência também passaram a ser investigados administrativamente. Até agora, nenhum deles foi afastado das funções.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária. Em um dos trechos, a mulher afirma que a vítima “não era para ter saído viva” e relata que não foi levada à delegacia porque um dos policiais presentes a conhecia.

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