Sargento baleado durante operação em Bom Jardim é o primeiro maranhense a receber aplicação de polilaminina

Um policial militar do Maranhão, baleado durante uma operação no interior do estado, começou a apresentar evolução clínica após receber uma aplicação experimental de polilaminina, substância ainda em fase de pesquisa científica no país.

O sargento, atingido por disparo que provocou lesão medular, tornou-se o primeiro paciente maranhense a passar pelo procedimento. A aplicação ocorreu cerca de quatro semanas após o trauma, dentro de um protocolo autorizado para estudos clínicos iniciais.

De acordo com informações divulgadas pela família, as primeiras respostas apareceram rapidamente. Em menos de 24 horas após o tratamento, o paciente já conseguiu contrair nervos das mãos. Nos dias seguintes, apresentou movimentos no quadríceps, voltou a urinar sem auxílio de sonda e, por volta do terceiro dia, conseguiu manter o tronco firme para sentar em cadeira de rodas.

A polilaminina é uma proteína produzida em laboratório a partir da reorganização da laminina, substância essencial ao desenvolvimento do sistema nervoso. O composto funciona como uma espécie de “andaime biológico”, estimulando a reconexão de neurônios em áreas onde a medula espinhal foi danificada.

O tratamento faz parte de uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a fase inicial dos testes, que avalia principalmente a segurança da aplicação em pacientes com lesões medulares agudas recentes.

Apesar dos resultados iniciais considerados promissores, especialistas reforçam que o método ainda é experimental e depende da continuidade dos estudos para comprovar eficácia e permitir uso médico amplo.

O caso tem mobilizado familiares e acompanhado de perto por profissionais de saúde, já que pode contribuir para o avanço de pesquisas voltadas ao tratamento de traumas raquimedulares no Brasil.

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