
Mais de quatro meses após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, o caso voltou a ganhar novos desdobramentos em Bacabal. Nesta segunda-feira (18), o município recebeu a visita de integrantes da Comissão Externa de Prevenção e Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil, da Câmara dos Deputados, que acompanharam de perto o andamento das investigações.
A reunião aconteceu na Câmara Municipal e contou com a presença de parlamentares, autoridades locais, representantes das forças de segurança e familiares das crianças. O encontro foi conduzido pelo deputado federal Fernando Rodolfo.
Durante a agenda, um dos momentos de maior emoção foi o depoimento da mãe das crianças, Clarice Cardoso. Abalada, ela voltou a pedir respostas sobre o paradeiro dos filhos e afirmou que segue mantendo a esperança de reencontrá-los.
Os delegados responsáveis pelo caso informaram que as investigações continuam em andamento, mesmo após o encerramento das grandes operações de buscas realizadas em áreas de mata, rios e lagos da região. Segundo a polícia, todas as linhas de investigação permanecem abertas.
Entre as hipóteses analisadas está a possível participação de uma terceira pessoa no desaparecimento das crianças. Conforme informações divulgadas pelo portal R7, denúncias e pistas recebidas ao longo dos últimos meses, inclusive vindas de outros estados, chegaram a ser verificadas pelas equipes de investigação, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento.
O coronel Túlio, que atuou nas primeiras operações de busca, também participou da reunião e declarou acreditar que Ágatha e Allan não permaneceram na área de mata onde foram realizadas as varreduras.
As crianças desapareceram junto com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi encontrado três dias depois do sumiço. Desde então, o desaparecimento dos irmãos segue sem solução e continua causando comoção em Bacabal e em todo o Maranhão.
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