
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada pela Polícia Civil do Maranhão por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de cinco meses, já havia sido condenada anteriormente pela Justiça em um caso envolvendo uma ex-babá acusada injustamente de roubo.
A sentença foi proferida em outubro de 2025. Carolina respondeu pelo crime de calúnia após atribuir à ex-funcionária o desaparecimento de uma pulseira de ouro pertencente ao filho. Apesar da condenação prever seis meses de detenção em regime aberto, a pena acabou convertida em prestação de serviços comunitários por ela ser ré primária. A Justiça também determinou o pagamento de R$ 4 mil por danos morais.
Segundo relatos da ex-babá, o episódio ocorreu após um passeio em um parque aquático, quando a joia desapareceu. Mesmo sem provas, ela teria sido pressionada a ressarcir o valor. A jovem afirmou que decidiu deixar o emprego ao se recusar a assumir o prejuízo e, após a saída da residência, passou a ser acusada formalmente de furto.
“Ela disse que iria na delegacia porque eu tinha roubado a pulseira do filho dela. Eu falei que não tinha roubado nada e que as câmeras mostrariam isso”, relatou a ex-funcionária à TV Mirante.
O caso voltou à tona em meio às investigações mais recentes contra Carolina Sthela. A empresária é suspeita de espancar uma doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, em uma residência em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
De acordo com o depoimento da vítima, as agressões começaram após ela ser acusada de roubar joias da patroa. A jovem contou que foi puxada pelos cabelos, derrubada no chão e agredida com socos e murros enquanto tentava proteger a barriga.
“Fiquei o tempo todo tentando proteger meu bebê. Meu corpo ficou cheio de marcas”, disse.
Ainda segundo a vítima, as agressões continuaram mesmo após a joia ser localizada dentro da própria casa, em um cesto de roupas.
Áudios atribuídos à empresária e anexados ao inquérito reforçam as acusações. Em uma das gravações, Carolina afirma que a doméstica “não era para ter saído viva”. Em outro trecho, relata que um homem armado participou da intimidação e das agressões.
As mensagens também citam a atuação de policiais militares que atenderam a ocorrência. Em um dos áudios, a empresária afirma que não foi conduzida à delegacia porque um dos agentes seria seu conhecido.
O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Até o momento, Carolina Sthela não foi presa nem indiciada. Segundo a Polícia Civil, ela já responde a mais de dez processos.
Em nota, a empresária afirmou que colabora com as investigações, repudiou qualquer forma de violência e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o inquérito estiver em andamento.
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